Bem-vindo ao Blog da Biblioteca da E. M. Professor Tabajara Pedroso, espaço para divulgação de
informações diversas: curiosidades, sugestões de leitura, notícias, sites, eventos, etc. Espero que você goste e volte mais vezes!


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Novidades no Acervo em 2010 - Retrospectiva

A partir do 2º semestre desse ano, a biblioteca recebeu novas revistas, através do "PNBE - Periódico", e renovou a assinatura do Jornal Estado de Minas.

Abaixo, algumas capas para refrescar a memória:


Assinamos também mais 2 revistas:


Em dezembro, a Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte assinou a revista Presença Pedagógica e agora contamos também com esse título em nosso acervo:

capa96

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte - Programação

Janeiro / 2011

Cursos e Oficinas
Pintando o sete
O prazer da leitura associado a atividades que visam estimular a imaginação e a criatividade
Público: crianças de 4 a 10 anos
Mediadora: Isabel Rodrigues (arte-educadora)
Vagas: 15
Inscrições prévias
Dias 13 e 22, quinta e sábado, das 9h30 às 11h,
e dias 19 e 21, quarta e sexta, das 14h às 15h30

Origami com chá

Oficina de criação, técnicas de origami e troca de experiências
Público: a partir de 9 anos
Mediador: Norberto Akio Kawakami (Grupo Origami Beagá)
Dia 22, sábado, das 10h às 12h

Literatura
Hora do conto
Narração e leitura de textos literários e da tradição oral
Público: livre
Coordenador: Wander Ferreira (bibliotecário)
Dias 11, 13, 18, 20, 25 e 27, às 14h


Era uma vez... no domingo
Leitura e narração de histórias da literatura e da tradição oral para crianças
Público: livre
Dia 23, domingo, às 10h30

Dia de herói

Leitura de um episódio da HQ Superman e criação de histórias inspiradas no universo
dos super-heróis.
Público: adolescentes de 11 a 14 anos
Mediador: Simone Teodoro (graduada em Letras)
Vagas: 15
Inscrições prévias
Dias 11 e 14, terça e sexta, das 14h às 15h30

Almanaque

Leitura e atividades de criação inspiradas no livro Almanaque de Ruth Rocha
Público: jovens e adultos (educadores, pais, avós e tios...)
Mediadora: Isabel Rodrigues (arte-educadora)
Vagas: 12
Inscrições prévias
Dia 18, terça, das 9h30 às 11h
e dia 20, quinta, das 14h30 às 16h

A potência mágica do olhar

Leitura de textos, previamente selecionados, da escritora Clarice Lispector e exercício de
produção escrita a partir do conto “A quinta história” (Felicidade Clandestina).
Público: jovens (acima de 15 anos) e adultos
Mediadora: Simone Teodoro (graduada em letras)
Vagas: 20
Dia 21, sexta, das 14h às 16h30

Saramago e suas histórias

Criação literária e artística, inspirada na leitura de A maior flor do mundo, livro infanto-juvenil
de José Saramago
Público: educadores, narradores de histórias, interessados em geral
Mediadoras: Isabel Rodrigues (arte-educadora) e Simone Teodoro (graduada em Letras)
Vagas: 20
Dias 27 e 28, quinta e sexta, das 14h às 16h

Ciranda de histórias

Narração de contos da literatura brasileira e tradição oral, intercalados com cantigas populares.
Público: crianças, jovens e adultos
Narrador: Gustavo Lima Lopes
Vagas: 70
Dia 19, quarta, das 14h30 às 15h30

Extensão Cultural
Era uma vez...no hospital

Leitura e narração de histórias para crianças no setor de Pediatria do Hospital
Santa Casa de Misericórdia.
Mediadoras: Isabel Corrêa e Isabel Rodrigues (arte-educadoras)
Dia 21, sexta, às 15h

Formação Docente

REVISTA BRASILEIRA DE PESQUISA SOBRE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Volume 01 / n. 01 ago.-dez. 2009

1 / n. 01 ago.-dez. 2009Após o esforço concentrado da comunidade brasileira de pesquisadores sobre formação docente, organizada por meio do Grupo de Trabalho “Formação de Professores” (GT08) da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Educação (ANPEd) e em parceria como uma das maiores editoras do país, a Autêntica, temos o imenso prazer em apresentar o primeiro número da “Formação Docente” – Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores. Este primeiro número da Revista reúne artigos que discutem, preferencialmente, o campo da pesquisa sobre a formação de professores no Brasil e no exterior (nos Estados Unidos e em Portugal). Sendo assim, o leitor encontrará aqui artigos baseados em estudos que analisaram a produção acadêmica sobre a formação docente nesses países. Além disso, há dois textos que tangenciam essa temática e abordam tópicos também muito importantes: um bastante recente entre as investigações acadêmicas – a construção da identidade profissional docente – e outro um velho conhecido da área, porém, ainda insuficientemente analisado pelas pesquisas – o estágio supervisionado.


Volume 02 / n. 02 jan.-jul. 2010

Volume  02/n. 02 jan.-jul. 2010Este segundo número da Formação Docente – Revista Brasileira de Pesquisa sobre Formação de Professores consolida o projeto do Grupo de Trabalho 8 (GT8) da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd), em parceria com a Autêntica Editora, de criar um periódico eletrônico e disponibilizar, por meio dele, artigos on-line, a fim de fomentar e qualificar a produção acadêmica sobre a temática no Brasil.
Para tal, o foco deste número 2 da Revista é apresentar uma série de textos que discuta temas emergentes da pesquisa sobre formação de professores no país e no mundo. Os autores que contribuíram com este número abordaram as seguintes temáticas: formação de educadores e diversidade cultural; pesquisa-ação; representações sociais da profissão docente; estudos de educação comparada na formação de professores; o grupo como importante dispositivo na preparação de profissionais da educação e, finalmente, a epistemologia da experiência na formação de professores.

Biblioteca Digital de Fernando Pessoa

«Sê plural como o universo!»
Fernando Pessoa


A Casa Fernando Pessoa possui um tesouro único no mundo: a biblioteca particular desta figura maior da literatura. É muito raro conseguir-se encontrar a biblioteca inteira de um escritor com a dimensão universal de Pessoa. Os livros tendem a mover-se muito depressa: emprestam-se, perdem-se, vendem-se. Pessoa também vendeu alguns – mas deixou-nos 1142 volumes, de todos os gêneros e em vários idiomas, densamente anotados e manuscritos.

Entendemos que uma biblioteca desta importância devia tornar-se patrimônio da humanidade – e não apenas dos que podem deslocar-se a esta Casa onde Fernando Pessoa viveu os últimos quinze anos da sua vida.

Graças à dedicação de uma equipe internacional de investigadores coordenada por Jerónimo Pizarro, Patricio Ferrari e Antonio Cardiello foi possível digitalizar, na íntegra, toda a biblioteca. Graças ao apoio da Fundação Vodafone Portugal foi possível colocar online cada uma das páginas digitalizadas. Deste encontro de entusiasmos generosos resultou a disponibilização gratuita da preciosa biblioteca do autor de "O Livro do Desassossego", que agora pertence aos leitores em qualquer parte do globo. Procuramos tornar acessível e simples a compreensão da biblioteca no seu todo – que está classificada por categorias temáticas – e a consulta de cada livro. Destacamos páginas que incluem manuscritos do próprio Pessoa – ensaios e poemas escritos nas páginas de guarda dos livros.

Trata-se de uma biblioteca aberta ao infinito da interpretação – bela, surpreendente e instigante, como tudo o que Fernando Pessoa criou. Usufruam-na.
 
Para consultá-la, veja o site bilíngue (português e inglês): http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt

Inês Pedrosa
Outubro 2010


Fonte: http://casafernandopessoa.cm-lisboa.pt/bdigital/index/index.htm. Acesso em: 27 dez. 2010.

(Com algumas adaptações feitas pela responsável pelo blog da Biblioteca da E. M. Prof. Tabajara Pedroso)

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Pequena Vendedora de Fósforos (Hans Christian Andersen)



Que frio tão atroz! Caía a neve, e a noite vinha por cima. Era dia de Natal. No meio do frio e da escuridão, uma pobre menina passou pela rua com a cabeça e os pés descobertos.

É verdade que tinha sapatos quando saíra de casa; mas não lhe serviram por muito tempo. Eram uns tênis enormes que sua mãe já havia usado: tão grandes, que a menina os perdeu quando atravessou a rua correndo, para que as carruagens que iam em direções opostas não lhe atropelassem.

A menina caminhava, pois, com os pezinhos descalços, que estavam vermelhos e azuis de frio. Levava no avental algumas dúzias de caixas de fósforos e tinha na mão uma delas como amostra. Era um péssimo dia: nenhum comprador havia aparecido, e, por conseqüência, a menina não havia ganho nem um centavo. Tinha muita fome, muito frio e um aspecto miserável. Pobre menina! Os flocos de neve caíam sobre seus longos cabelos loiros, que se esparramavam em lindos caracóis sobre o pescoço; porém, não pensava nos seus cabelos. Via a agitação das luzes através das janelas; sentia o cheiro dos assados por todas as partes. Era dia de Natal, e nesta festa pensava a infeliz menina.

Sentou-se em uma pracinha, e se acomodou em um cantinho entre duas casas. O frio se apoderava dela, e inchava seus membros; mas não se atrevia a aparecer em sua casa; voltava com todos os fósforos e sem nenhuma moeda. Sua madrasta a maltrataria, e, além disso, na sua casa também fazia muito frio. Viviam debaixo do telhado, a casa não tinha teto, e o vento ali soprava com fúria, mesmo que as aberturas maiores haviam sido cobertas com palha e trapos velhos. Suas mãozinhas estavam quase duras de frio. Ah! Quanto prazer lhe causaria esquentarse com um fósforo! Se ela se atrevesse a tirar só um da caixa, riscaria na parede e aqueceria os dedos! Tirou um! Rich! Como iluminava e como esquentava! Tinha uma chama clara e quente, como de uma velinha, quando a rodeou com sua mão. Que luz tão bonita! A menina acreditava que estava sentada em uma chaminé de ferro, enfeitada com bolas e coberta com uma capa de latão reluzente. Luzia o fogo ali de uma forma tão linda! Esquentava tão bem!

Mas tudo acaba no mundo. A menina estendeu seus pezinhos para esquentá-los também, mas a chama se apagou: não havia nada mais em sua mão além de um pedacinho de fósforo. Riscou outro, que acendeu e brilhou como o primeiro; e ali onde a luz caiu sobre a parede, fez-se tão transparente como uma gaze. A menina imaginou ver um salão, onde a mesa estava coberta por uma toalha branca resplandecente com finas porcelanas, e sobre a qual um peru assado e recheado de trufas exalava um cheiro delicioso. Oh, surpresa! Oh, felicidade! Logo teve a ilusão de que a ave saltava de seu prato para o chão, com o garfo e a faca cravados no peito, e rodava até chegar a seus pezinhos. Mas o segundo fósforo apagou-se, e ela não viu diante de si nada mais que a parede impenetrável e fria.

Acendeu um novo fósforo. Acreditou, então, que estava sentada perto de um magnífico nascimento: era mais bonito e maior que todos os que havia visto aqueles dias nas vitrines dos mais ricos comércios. Mil luzes ardiam nas arvorezinhas; os pastores e pastoras pareciam começar a sorrir para a menina. Esta, embelezada, levantou então as duas mãos, e o fósforo se apagou. Todas as luzes do nascimento se foram, e ela compreendeu, então, que não eram nada além de estrelas. Uma delas passou traçando uma linha de fogo no céu.

Isto quer dizer que alguém morreu — pensou a menina; porque sua vovozinha, que era a única que havia sido boa com ela, mas que já não estava viva, havia lhe dito muitas vezes: "Quando cai uma estrela, é que uma alma sobe para o trono de Deus".

A menina ainda riscou outro fósforo na parede, e imaginou ver uma grande luz, no meio da qual estava sua avó em pé, e com um aspecto sublime e radiante.

— Vovozinha! — gritou a menina. — Leve-me com você! Quando o fósforo se apagar, eu sei bem que não lhe verei mais! Você desaparecerá como a chaminé de ferro, como o peru assado e como o formoso nascimento!

Depois se atreveu a riscar o resto da caixa, porque queria conservar a ilusão de que via sua avó, e os fósforos lhe abriram uma claridade vivíssima. Nunca a avó lhe havia parecido tão grande nem tão bonita. Pegou a menina nos braços, e as duas subiram no meio da luz até um lugar tão alto, que ali não fazia frio, nem se sentia fome, nem tristeza: até o trono de Deus.

Quando raiou o dia seguinte, a menina continuava sentada entre as duas casas, com as bochechas vermelhas e um sorriso nos lábios. Morta, morta de frio na noite de Natal! O sol iluminou aquele terno ser, sentado ali com as caixas de fósforos, das quais uma havia sido riscada por completo.

— Queria esquentar-se, a pobrezinha! — disse alguém.

Mas ninguém podia saber as coisas lindas que havia visto, nem em meio de que esplendor havia entrado com sua idosa avó no reino dos céus.

Acesso em: 19 dez. 2010.

Sugestão do Mês - Novembro / 2010


MEYER, Stephenie. A hospedeira. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009.

A Terra é invadida por seres que ocupam o corpo e a mente das pessoas. Logo, as guerras, a fome, as doenças, as diferenças sociais e raciais acabam. Mas a que preço?

Tudo isso é mostrado pelo ponto de vista de Melanie (humana) e Peg (E.T.), que convivem no mesmo corpo.

Durante a leitura, a trama nos envolve - o amor que surge apesar das diferenças; a luta de uma comunidade que tenta resistir à invasão; e a pergunta: como retomar o controle da Terra sem destruir os seres pacíficos que acreditam estar salvando o planeta?

Sugestão de: Rosângela dos Reis (Auxiliar de Biblioteca - Tarde)